Frequentemente, nos deparamos com pacientes que apresentam doença arterial coronariana complexa, caracterizada por anatomia desafiadora, como o tronco de coronária esquerda desprotegido ou múltiplos vasos acometidos. Nesses cenários, a indicação de revascularização é inquestionável, contudo, os riscos inerentes ao procedimento são significativos e não podem ser ignorados.

O desafio diário: A alta mortalidade em intervenções coronarianas percutâneas de alto risco (HR-PCI)

A mortalidade hospitalar em pacientes submetidos a Intervenções Coronarianas Percutâneas de Alto Risco (HR-PCI) pode ser substancial. Embora o texto original mencione uma taxa de até 28% em 30 dias, a literatura recente indica que, em coortes de pacientes de alto risco, a mortalidade em 30 dias pode variar, mas ainda representa um desafio clínico considerável 1 2.

Os principais desafios que impactam a segurança e o sucesso dessas intervenções incluem:

Este cenário nos confronta com um dilema clínico real: “Operar ou não operar?”. Sabemos que a revascularização é crucial para o paciente, mas também estamos cientes de que:

Diante desses desafios, surge a questão: e se houvesse uma forma de oferecer o suporte hemodinâmico necessário ao paciente desde o início da intervenção, de forma preventiva e eficaz?

A solução: iVAC – Suporte Ventricular Percutâneo

Proteção preventiva e eficaz

O iVAC (PulseCath BV, Amsterdã, Holanda) é um dispositivo de Assistência Circulatória Ventricular Esquerda (LVAD) totalmente percutâneo, desenvolvido para mitigar os riscos associados às HR-PCI 4. Ele permite o início do suporte circulatório mecânico preventivamente, antes mesmo da primeira manipulação coronariana, evitando a espera pela instabilidade hemodinâmica.

Perfil técnico

O iVAC apresenta as seguintes características técnicas 5:

Por que o iVAC é a solução para seus desafios clínicos

1. Suporte hemodinâmico otimizado

Ao invés de reagir à instabilidade, o iVAC permite uma abordagem proativa. Estudos demonstram que o suporte com iVAC aumenta significativamente a Pressão Arterial Média (PAM) e promove o descarregamento progressivo do ventrículo esquerdo, conforme evidenciado por loops de pressão-volume 6. A progressão dos marcadores hemodinâmicos durante o uso do iVAC mostra uma redução gradual na Área de Pressão-Volume (MVO2), Elastância Arterial Efetiva (pós-carga), estresse da parede e nos volumes da câmara, com um retorno parcial aos níveis basais durante o desmame.

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Os loops de pressão-volume mostram o descarregamento progressivo do ventrículo esquerdo durante o período de ativação do iVAC

2. Tecnologia de fluxo pulsátil diferenciada

Diferente dos dispositivos de fluxo contínuo, o iVAC utiliza um fluxo pulsátil, que oferece vantagens significativas 7:

O fluxo contínuo pode reduzir a mobilidade valvar e aumentar a impedância aórtica, limitando sua eficácia na proteção miocárdica. O iVAC supera essas limitações.

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Loops de pressão-volume de indivíduos distintos mostrando o descarregamento ventricular esquerdo com o iVAC ativado (loops azuis) em comparação com a linha de base (loops pretos) com o iVAC em espera.

3. Implementação rápida e integrada

Em situações onde cada segundo conta, a agilidade na implementação é crucial. O iVAC oferece:

4. Suporte superior com custo-benefício real

O iVAC fornece até 4x mais suporte hemodinâmico que o BIA, utilizando a mesma infraestrutura já presente no laboratório de hemodinâmica, otimizando recursos e minimizando a necessidade de novos investimentos em equipamentos complexos.

As evidências que validam a solução

Dados objetivos: Redução significativa de eventos adversos

O estudo de Ameloot et al. (2019) 3 demonstrou uma redução significativa de eventos adversos em pacientes protegidos com MCS de nova geração, incluindo o iVAC, em comparação com pacientes não protegidos. O desfecho primário composto (morte <24h, parada cardíaca, hipotensão com vasopressor, MCS de resgate, isquemia de membro, intubação) ocorreu em:

Isso representa uma redução de 55% nos eventos adversos graves, com um Odds Ratio (OR) de 0,38 (IC95%: 0,15-0,97, p = 0,04).

Sobrevida melhorada

As curvas de sobrevivência Kaplan-Meier do estudo de Ameloot et al. (2019) 3 indicaram que pacientes submetidos a HR-PCI assistida mecanicamente com MCS de nova geração apresentaram melhor sobrevida em 30 dias (98% vs 87%, OR 10.32, 95% CI: 1.34-79.31, p=0.006) e em 24 horas (100% vs 95%, p=0.04) em comparação com HR-PCI sem suporte mecânico.

Descarregamento ventricular mensurável

A análise de loops de pressão-volume em estudos com o iVAC demonstrou uma redução progressiva em 6:

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Quando usar o iVAC: Suas indicações no dia a dia

O iVAC é indicado para pacientes com função ventricular esquerda prejudicada que necessitam de suporte circulatório mecânico por até 24 horas, em cenários como:

Cenários clínicos reais onde o iVAC faz a diferença

A diferença na sua prática clínica

Antes: Você hesita em casos complexos, opta por revascularização incompleta por segurança e torce para o paciente se manter estável.

Com iVAC: Você ganha confiança para abordar lesões complexas, realiza revascularização completa e seu paciente está protegido desde o início.

O Que Isso Significa?

Hora de repensar o padrão de cuidado

A mortalidade em HR-PCI não precisa ser aceita como inevitável. As evidências são claras: o suporte circulatório mecânico profilático salva vidas 3.

O iVAC oferece:

A pergunta não é mais “operar ou não operar?”. A pergunta agora é: “Por que operar sem proteção adequada?”.

Entre em contato para agendar uma demonstração técnica, discussão de casos clínicos ou conhecer mais sobre como integrar o iVAC na sua prática.

Referências

Peles, I. (2023). Predictors of Adverse Outcome in High-Risk Percutaneous Coronary Intervention. ScienceDirect.

[2] Khalid, N. (2021). Feasibility and Safety of High-Risk Percutaneous Coronary Intervention. Circulation: Cardiovascular Interventions.

[3] Ameloot, K., et al. (2019). New-generation mechanical circulatory support during high-risk PCI: a cross-sectional analysis. EuroIntervention, 15(5), e406-e413.

[4] PulseCath. (s.d.). iVAC 2L.

[5] Van Mieghem, N. M., et al. (s.d.). The PulseCath iVAC 2L left ventricular assist device. EuroIntervention.

[6] Bastos, M. B., et al. (2022). Effect of Next Generation Pulsatile Mechanical Circulatory Support in High-Risk Coronary Interventions. ScienceDirect.

[7] Eukon. (s.d.). iVAC 2L pVAD.

[8] PulseCath. (s.d.). iVAC 2L Academy IABP Console.

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